Governo estuda Fies para cursos privados
Veículo: Gazeta do Povo
Data de publicação: 13.06.2013
O governo federal pretende implantar, a partir do próximo ano, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para cursos de pós-graduação privados. O projeto é prioridade para o Ministério da Educação (MEC) e deve sair do papel antes do programa que prevê financiamento para cursos da educação a distância (Ead).
O Secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Jorge Araújo Messias, diz que a previsão é lançar o financiamento para a pós-graduação em 2014. A proposta é restrita para mestrado e doutorado e não contempla cursos de especialização. “Hoje os estudos do Fies para mestrado e doutorado estão em fase avançada. Em relação ao ensino a distância ainda não há um cenário claro”, diz.
O secretário executivo do MEC, José Henrique Paim, reforçou que a qualidade do ensino oferecido pelas instituições será exigência para a concessão do financiamento para cursos de pós-graduação e educação a distância. “O Fies é um patrimônio do país e dos estudantes. Nossa preocupação é com a qualidade dos cursos, por isso temos que evitar que o sistema tenha qualquer fraude ou desvio no sistema”.
O Fies hoje é concedido para estudantes matriculados em cursos de graduação privados. O financiamento oferecido é de 100% no valor da mensalidade com juros de 3,4% ao ano. O valor é pago apenas 18 meses após o aluno se formar. Para se enquadrar no programa, a instituição de ensino superior precisa ter uma avaliação positiva do MEC. Em todo país, atualmente há 905 mil contratos do Fies e 1,2 milhão do Programa Universidade para Todos (Prouni).
Ensino privado
O diretor executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), Rodrigo Capelato, diz que há ainda muito espaço para o crescimento do ensino superior no país. Ele lembra no Brasil, apenas 15% dos jovens de 18 a 24 anos estão matriculados, um dos piores índices da América Latina. Na Argentina e na Colômbia a média é de 40% enquanto na Bolívia 23%. “Os problemas são os gargalos O ensino público não cresce e o privado tem a restrição do poder aquisitivo que vem sido vencido principalmente pelo Fies”, diz. O setor privado detém hoje 75% das matriculas no ensino superior em todo o país.
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