Apesar do receio, adesões ao Fies crescem, diz Semesp
Veículo: A Tribuna
Data de publicação: 28.02.2013
O receio de universidades em participar do sistema do Financiamento Estudantil (Fies) e o fato de pessoas não terem costume de aderir a modalidades do gênero fazem com que o programa ainda seja tão burocrático no Brasil.
O assunto foi um dos temas abordados na 9ª Jornada Regional do Sindicato das Entidades Mantenedoras de
Estabelecimentos de Ensino Superior Particular (Semesp). Segundo o diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, apesar do temor de universidades e de alunos em aderir ao Fies, o número de registros vem crescendo ano a ano.
“Só para se ter ideia, em 2010, nós tivemos 73 mil novos contratos no Fies, e a meta do Governo para 2012, que era a de alcançar 200 mil novos contratos, foi batida, chegando a 230 mil”, diz.
Para o diretor, há diferenças, por exemplo, entre Brasil e Estados Unidos no que se refere ao financiamento para o Ensino Superior. Primeiro, há uma questão cultural: enquanto norte-americanos financiam de tudo, o brasileiro teme ingressar no programa e, futuramente, não ter como arcar com as despesas.
O segundo ponto abordado é relativo às instituições, que, após terem passado por problemas no programa em 2010, se tornaram um pouco reticentes.
“O grande problema é que elas ainda não amadureceram plenamente para esse tipo de financiamento. O que acontece é que muitas oferecem (a modalidade aos estudantes), mas com limites”, menciona Capelato.
Ele relata contratempos: “Tivemos muitos problemas operacionais. Houve um atraso no repasse dos valores às instituições; o sistema era muito instável, e se perdiam os dados dos alunos. Com isso, as instituições ficaram receosas”.
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