Terça-feira, 29 de Maio de 2012 - 12h10

Ensino a distância: aumento de 25,5% na Baixada Santista

Veículo: A Tribuna

Data da publicação: 29.05.2012

Para os estudantes da Baixada Santista, o caminho mais curto e promissor para o mercado de trabalho não passa, necessariamente, pelo tradicional bacharelado. Os cursos tecnológicos e a distância vêm ganhando cada vez mais fôlego, justamente no período em que as matrículas no ensino superior, como um todo, tiram o pé do acelerador.

Entre 2009 e 2010, houve uma queda de 1% no número de matrículas na totalidade de cursos superiores na região. Em contrapartida, a curva de matrículas nos cursos superiores de tecnologia, na rede particular, apontou para um crescimento de 6,8%. Já as matrículas efetuadas em cursos superiores a distância (EAD), na mesma ede e período, registraram um aumento ainda mais robusto, de 25,5%.

Os números fazem parte de um levantamento que será divulgado hoje e amanhã pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp). Além dos índices, o Semesp traça um panorama do ensino superior público e privado na 8ª edição das Jornadas Regionais 2012, no Mendes Plaza Hotel, em Santos, a partir das 9 horas.

A Cidade será a quinta a receber o evento, que ainda vai a Ribeirão Preto e Presidente Prudente. Para o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelo, a região é um exemplo – forte – de uma tendência nacional. “A Baixada, até mesmo por sua vocação portuária, com o polo industrial de Cubatão e agora com as perspectivas do pré-sal, tem este cenário bem sólido. No entanto, vemos que no Brasil os números de matrículas em cursos tecnológicos cresceram 5%”, revela.

Quando o foco é a educação a distância, o número de matrículas do País, de 12,5%, fica bem abaixo dos 25,5% registrados na região. “Havia uma resistência grande quanto a essas modalidades, principalmente, pela dúvida que se tinha de como o mercado iria absorver esta demanda. No entanto, isso vem caindo, porque estes cursos mostraram a possibilidade de uma formação rápida (tecnólogos) e flexível em relação a horários (a distância) que, mesmo assim, habilita para diversas áreas de forma eficiente. Além disso, as pessoas perceberam que o mercado de trabalho está absorvendo esta mão de obra”, analisa Capelo.

De acordo com a Delegada Regional do Semesp, profa. dra. Lúcia Maria Teixeira Furlani, “a Baixada Santista se reafirma como um grande polo de Ensino Superior, já consolidado nos cursos tradicionais e também atendendo às novas possibilidades de mercados de trabalho, nas áreas de porto, petróleo e gás, tecnologia, engenharia, entre outras”.

Idades

A queda de 1% no número de matrículas em cursos presenciais em 2010, comparando-se com 2009, explica-se, segundo o Semesp, pelaredução da população de faixa etária mais baixa. A quantidade de jovens de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos sofreu uma redução de 7,8% e 2,3%, respectivamente, em uma década, de 2000 a 2010.

Por outro lado, há uma expectativa de crescimento a partir de agora, apontada pela elevação do número de jovens entre 15 e 19 anos, que aumentou 1,3% em 2011. O levantamento do Semesp projeta para o ano que vem 43 mil matrículas em cursos presenciais na região. Um aumento de 6,7% em relação aos 40.356 alunos matriculados em 2010.

 

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