Quarta-feira, 11 de Abril de 2012 - 10h50

Cursos de ensino técnico estão na moda

Evento promovido pelo Semesp em Bauru traz panorama sobre o que estão conquistando estudantes

Veículo: Diário de São Paulo

Data da publicação: 11.04.2012

Teve início nesta quarta-feira em Bauru a 8ª edição das Jornadas Regionais, evento promovido pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimento Superior do Estado de São Paulo), que traz um panorama geral da situação do ensino superior na região, no estado e no país.

Em Bauru, os dados expostos são relativos à cidade e mais 38 municípios. No estado, são analisadas sete regiões.

O evento conta com a participação de especialistas da área de educação, membros do sindicato e mantenedores de entidades de ensino superior particular.

Dentre os dados apresentados nesta quarta-feira, chama atenção o aumento do número de matrículas nos cursos tecnológos.

Em 2003, houve 114.770 matrículas em cursos de ensino técnico superior em todo o Brasil, entre instituições públicas e privadas.

Em 2010, esse número era de 545.844 matrículas.

“O mercado precisa de especialização. Esses cursos têm maior eficiência na formação de mão de obra capacitada”, esclarece Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp.

Adiante/ Apesar do aumento de estudantes em cursos tecnólogos, os dados mostram que entre os trabalhadores que estão na ativa ainda há uma carência na formação superior. Os empregados que têm somente nível médio completo são maioria na região de Bauru: 128.506 mil contra 34.215 que cursaram ensino superior.

Para reverter esse quadro, o Samesp firmou parceria com Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), para incentivar empresários a investir na formação de seus empregados.

“A ideia é fazer encontros regionais junto com Fiesp e Ciesp para trabalhar trazendo empresas e escolas para a mesma mesa”, diz Capelato.

Ele explica que essa parceria é favorável tanto para as instituições de ensino quanto para as empresas.

“Com boas parcerias, podemos transformar empresas em laboratórios e fornecer a elas o tipo de mão de obra que precisam”.

 

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